quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A Rede

Cada dia me espanto mais com o ser humano, infelizmente não é um espanto bom, mas um espanto mesmo, um susto, eu diria até que um pesadelo.

Pois o bicho homem inventa ferramentas para melhoria da espécie e sempre alguém descobre um jeito de usar essa ferramenta para destruir outros homens. Com a rede social não é diferente.

Mas em pleno século XXI, depois de termos visto e conhecido tantas barbaridades era de se esperar que as pessoas fossem mais cuidadosas ao dizer barbaridades em público....e o que acontece é exatamente o contrário.

Além de sermos presenteados diariamente com coisas importantíssimas como a foto da comida do João, ou a roupa nova da Lucinha, ou ainda o desabafo mal amado da Mariazinha, ainda temos que nos deparar com absurdos que deveriam ser impensáveis em nosso mundo. Pessoas mostrando publicamente seus preconceitos, expondo suas mazelas psicológicas, ofendendo e denegrindo a imagem de outras.

Agora temos um novo tipo de cidadão social, aquele que se recusa perceber a história como ciência, isto é, como um estudo sério de provas documentais de coisas que aconteceram no passado, seja ele remoto ou distante, e saem por aí negando a história e dizendo que é tudo uma invenção para denegrir a imagem de um movimento ou idéia comprovadamente errada. Como negar a existência do Holocausto Nazista, do fuzilamento dos contra revolucionários em Cuba, da tortura durante a ditadura militar no Brasil.

Infelizmente, as pessoas tem dificuldade de perceber que somos responsáveis pelo nosso saber, e dele temos que cuidar com carinho pra não ser pego em outra rede, a de intrigas e fofocas que não constroem coisa nenhuma.

sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher

E vem ele de novo, o tal do dia da mulher! Eu já impliquei muito com isso, afinal acho que todos os dias deviam ser das mulheres, dos homens, da humanidade enfim. Mas parece que com a idade vem uma certa sabedoria (graças a Deus) e a gente vai deixando certas implicâncias de lado.

Rendo então minha homenagem às muitas mulheres da minha vida.

À minha trisavó Inês, que ensinou suas filhas a ler através das cartas que recebia, e que ao se ver viúva com filhos pra criar, saiu da pequena Silveiras e foi-se embora pra São Paulo onde montou uma pensão para meninas do interior que iam fazer Escola Normal, isso nos priscos idos de 1900.

À minha bisavó Clarinha, que a vida inteira se dedicou ao ensino público e assim, junto com seu marido e também educador, criou suas filhas e uma geração de agradecidos alunos.

À minha avó Maria, mulher de grande valor, que mesmo tendo sido uma das melhores alunas da Faculdade de Sociologia e Política, casou-se e criou seus filhos, netos e bisnetos, sempre nos mostrando que devíamos ir mais longe, e se enchendo de orgulho a cada conquista, cada formatura, cada indicação de um de nós.

À minha abuela Josefa, que no meio da Guerra Civil Espanhola, grávida de meu pai, recusou-se a sair de Madrid após a prisão de seu marido, que criou seus filhos sozinha durante os 7 anos de reclusão de meu avô, e que nos tempos bicudos perguntava aos filhos: hoje vocês querem comer ou ir ao cinema? E com isso levando um pouco de fantasia à vida deles.

À minha mãe, que com muita luta criou seus 10 filhos, trabalhando  e estudando incessantemente durante  40 anos, arrumando um tempinho pra fazer roupas novas pras nossas festas, corrigir trabalhos de escola, revisar TCC's e cuidar dos pobres e doentes.

Enfim, à todas as mulheres extraordinárias com quem tive o prazer de viver, todo meu carinho e respeito, porque como diz a garotada, nos somos multitarefas, e somos boas nisso!